Uma palavra de alerta

Fabiano Almeida  »   Ponto de Vista | outubro 2021

Os dias maus que vivemos em nosso país não tem passado desapercebidos pelo reino das trevas, que sempre soube se utilizar de tudo aquilo que lhe for útil a fim de disseminar a divisão em meio a igreja comprada por nosso Senhor Jesus Cristo. Somos gratos a nosso Deus por seu Espírito que em nós habita e que nos permite perceber tais manobras por parte do reino das trevas, a fim de que “não sejamos vencidos por Satanás; porque não ignoramos os seus ardis” (2 Co 2.10,11).

Inflamar o coração do ser humano fazendo-o adepto de filosofias e figuras terrenas tem sido uma estratégia usada por Satanás de forma recorrente de maneira que não nos surpreende o atual estado em que nos encontramos, bombardeados por uma mídia que procura assediar o coração dos filhos de Deus a fim de que se inclinem a este ou aquele lado. Uma vez que o coração humano seja cooptado por uma destas vertentes, o passo seguinte, de inflar seu ego em prol da defesa dos ideais escolhidos, facilmente o convencerá que todos aqueles que não são favoráveis à mesma posição devem ser combatidos. É desta forma que o reino das trevas tem semeado a divisão e contenda em meio à família e a igreja, de forma que se faz necessário que ergamos uma chamada de alerta direcionada a todos nós.

Faz-se primordial que os salvos entendam que aquilo que lhes torna uma irmandade não possui ligação alguma com os ideais terrenos e temporários defendidos em nosso país. O fato de sermos irmãos é devido unicamente à fé comum que nos une em Cristo, como nos ensina o apóstolo João, “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). Nossa irmandade é mantida por nossa comum paternidade “do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome” (Ef 3.14,15), de forma que a pátria a que pertencemos e defendemos deve corresponder a nacionalidade de nosso Pai, “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).

Portanto, diante do atual quadro, é dever do salvo em Cristo resguardar seu coração de ser cooptado em prol desta ou daquela corrente de pensamento que fatalmente o levará a posicionar-se ao lado de homens que, utilizando-se impropriamente do nome de Deus, procuram conquistar o coração dos incautos a fim de utiliza-los em seus egoísticos intentos. É dever do salvo em Cristo manter-se vigilante em relação a ação do orgulho supostamente patriótico em seu coração, altamente inflamável em meio a polarização de pensamento proposto em nosso meio. Finalmente, deve o salvo em Cristo firmemente estabelecer o amor cristão como árbitro em todas as suas relações, seja com inconversos, seja com seus irmãos espirituais, seja com sua igreja, reconhecendo que é indigno de um redimido do Senhor o rebaixar-se a divisões causadas por questões e figuras terrenas.

Oremos a fim de que a exortação do apóstolo Paulo aos salvos em Éfeso seja ouvida e aceita pelos salvos em nossas igrejas e em nosso país “ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.1-3).

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