Queres ser abençoado?

Paulo Arruda  »   agosto 2021

“Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” 
Isaías 58:7

Os quatro preceitos apresentados neste versículo, nos dias em que vivemos, nos quais cada um tem tratado de cuidar de si mesmo, tempo de egoísmo e avareza, são humanamente impossíveis de serem cumpridos, a não ser que a pessoa tenha tido um toque de sensibilidade oriundo do Espírito Santo de Deus.

Vale-nos observar que hoje há muitas igrejas cujos pastores, num esforço de consagração do rebanho os tem instruído e exortado quanto à prática do jejum, como forma de demonstração de obediência aos ensinamentos do SENHOR. Entretanto, o versículo em pauta está no contexto de uma conclamação à pratica do jejum. Note, inclusive, o versículo anterior, o 6, que diz: “Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? ” Veja, portanto, como já citei, que o texto de todo o capítulo 58 conclama a um jejum como forma de demonstração de obediência, mas que demonstra claramente que só o jejum é insuficiente, pois o Espírito Santo que inspirou Isaías, logo após falar sobre o jejum, nos chama a atenção para o seguinte: “…Porventura não é também que:

a) repartas o teu pão com o faminto;
b) recolhas em casa os pobres desabrigados;
c) se vires o nu, o cubras;
d) não te escondas do teu semelhante. ”

A maioria de nós, cristãos, queremos e desejamos receber das promessas do SENHOR. A Bíblia, Sua palavra, está cheia de promessas, mas cada uma delas é precedida de um chamado à obediência.

Voltando ao texto, repare que os versículos de 8 ao 12 nos falam do cumprimento de promessas. Promessas grandiosas que todos nós queremos, pois desejamos ser homens e mulheres dignos de receber essas bênçãos. Portanto, preste atenção como elas são maravilhosas:

1 Romperá a tua luz como a aurora; 2 A tua cura brotará sem detença; 3 A tua justiça irá adiante de ti; 4 A glória do Senhor será a tua retaguarda; 5 Clamarás e o Senhor te responderá; 6 Gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui; 7 A tua luz nascerá nas trevas; 8 A tua escuridão será como o meio-dia; 9 O Senhor te guiará continuamente; 10 Fartará a tua alma até em lugares áridos; 11 Fortificará os teus ossos; 12 Serás como um jardim regado; 13 Como um manancial, cujas águas jamais faltam; 14 Os teus filhos edificarão antigas ruinas; 15 Levantarás os fundamentos de muitas gerações; 16 Serás chamado reparador de brechas, restaurador de veredas para que o país se torne habitável.

Não são muitas e agradáveis estas dezesseis promessas somente nestes cinco versículos? Você e eu desejamos estar aptos a receber essas promessas? Se almejamos estas bênçãos para nós, devemos atentar para o fato de que elas sobrevêm em decorrência da observância daquilo que o SENHOR, por meio do profeta Isaías, nos coloca como pressupostos para alcançá-las: o jejum e o cuidado para com o pobre e o necessitado, apresentados na forma de quatro preceitos descritos no versículo 7.

Conforme falei no início, tais preceitos são muito difíceis de serem colocados em prática, pois quantos estão dispostos a repartir seu pão com o faminto? Ou quem quer recolher em sua casa os pobres desabrigados, haja vista que um só já é temeroso? Ou quem está disposto a cobrir o nu (entendendo isso como resolver o problema que a pessoa está passando naquele momento)? Ou não se esconder de seu semelhante?

Enfim, queres ser abençoado? Obedecer e praticar esses preceitos é o segredo.

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