Quem irá voltar para a Igreja?

Rômulo Ribeiro  »   Ponto de Vista | janeiro 2022

Depois de dois anos de pandemia, quatro ou mais variantes do novo coronavírus e mais de 620 mil mortes atribuídas à Covid-19, quando todos os membros da igreja ocuparão novamente os seus devidos lugares? Apesar de que não há mais limitação de números, separação entre os bancos e aferição da temperatura corpórea, os cultos estão semivazios e as pessoas que decidiram retornar à Casa de Deus estão alternando entre as três reuniões da semana, sendo a da quarta-feira a mais desprezada. A igreja pré-pandemia já estava lidando com o abandono de seus membros, mas esta situação se agravou com as quarentenas. Dentre os ausentes, há realmente aqueles que não retornarão mais ao nosso meio. Mesmo que encontrem outra Casa de Oração, dificilmente serão assíduos e compromissados com o reino de Deus. Há também aquelas pessoas que estão genuinamente com medo do vírus e da mesma forma que evitam aglomerações na igreja também não viajam, não passeiam no Shopping Center e muito menos participam de festas com amigos e familiares. Precisamos lutar contra a tentação de julgar os faltosos e em amor entregá-los nas mãos de Deus.

É possível que alguns irmãos estejam ausentes de corpo, mas presentes em espírito através de suas orações, dízimos, ofertas e participação Online. Porém, aqueles irmãos que realmente já pularam do barco, aproveitando-se da pandemia, já há muito tempo não oram conosco, não ofertam conosco e muito menos participam dos cultos Online. Seja qual for o motivo da ausência de cada um dos cultos da igreja, a orientação divina continua imutável: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25). A mesma pandemia que serviu de motivação para a debandada das igrejas, também serviu de aviso que os nossos dias sobre a Terra estão contados e que o Arrebatamento dos Salvos está às portas. As igrejas estão passando por um processo de purificação e apenas o trigo permanecerá. Assim como ocorreu com a miséria econômica, a propaganda #FIQUE EM CASA, A IGREJA A GENTE VÊ DEPOIS contribuiu para aumentar a maior seita religiosa do Brasil neste momento: os desigrejados!

Mas nem tudo está perdido! Depois de seis meses realizando conferências missionárias nos Estados Unidos, em mais de 50 igrejas em 32 estados, em meio ao novo coronavírus, eu sou testemunha que as igrejas americanas voltaram com mais força espiritual, financeira e política.  Nunca fomos tão bem tratados e recebidos como desta vez. Os cristãos americanos prezam por sua liberdade e a igreja local é símbolo de independência do governo e de suas diretrizes e de total dependência de Deus e de Sua Palavra Escrita. Pela primeira vez, depois de 40 anos, os Estados Unidos estão lidando com 6% de inflação oficial no próprio dólar e o comércio está sendo sucateado por falta de mão de obra. Mesmo assim, os dízimos e as ofertas missionárias aumentaram e todos os cultos semanais estão sendo bem frequentados. A diferença de lá com cá é que aqui os cristãos focaram na política e nas mídias e lá, eles focaram nas profecias bíblicas. Jesus disse: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima” (Lucas 21:28).

Podemos observar a mesma tendência no Brasil: os cristãos politizados e cheios de opinião ignoram e desprezam a importância da Casa de Deus em nome de uma pandemia enquanto que aqueles que se alimentam dos ensinamentos bíblicos fazem da crise sanitária um banquete de esperança e fraternidade. O segredo da igreja pós-pandemia é focar na qualidade dos cultos e de seus participantes atuais sem prestar atenção em números. Deus acrescentará às igrejas aqueles que hão de se salvar.

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