O que nos motiva a orar?

Genaina Reder  »  dezembro 2020

A oração é um dos pilares de sustentação da fé cristã. Também faz parte do contexto religioso de todos os seres humanos, é um elemento universal da espiritualidade humana, independente da religião. Mudam-se os rituais e as formas de orar, mas o objetivo é sempre o mesmo: comunicar-se com o divino, o que requer atitudes de devoção e reverência.

Cada religião tem seus ritos ligados ao ato de orar. Judeus, mulçumanos, budistas, católicos, protestantes, etc. Independente de ritos e adereços, todos têm em comum o objetivo de buscar por meio da oração alivio para suas dores e sofrimentos, suplicar bênçãos.

Em Lucas 11.1 os discípulos de Jesus pediram para que Ele os ensinasse a orar: “E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.”. Prontamente Ele os ensinou, onde alguns de seus elementos se destacam: adoração, submissão à vontade do Pai, petição, arrependimento e reconhecimento da soberania de Deus. Diante da incontestável comunhão de Jesus com o Pai poderíamos nos perguntar: Por quê Jesus precisava orar? A resposta é: ELE NÃO PRECISAVA! Ele é Deus encarnado! Mas ele usou mais uma vez sua vida para nos ensinar na prática sobre a necessidade de ter uma vida de oração.

Mas, será que entendemos a lição? Será que compreendemos as mensagens ensinadas por Jesus por meio de sua vida de oração? Em Lucas 12-13 ao orar antes de escolher seus discípulos Jesus nos ensina sobre a necessidade de buscar no Pai a direção para tomadas de decisões importantes. Quando sua fama cresce, pessoas o procuram para serem curadas, para escutar suas palavras, ao invés de se gloriar, de se expor ainda mais, Jesus se retira para um lugar deserto para orar (Lucas 5: 15-16). Antes de sair para mais uma jornada de anunciar o Evangelho Jesus acorda bem cedo, ainda de madrugada para orar, nos ensinando claramente que não é possível ensinar a Palavra e anunciar o Evangelho sem oração. Poderíamos citar muitos outros exemplos de momentos que Jesus se dedicou a oração, mas apesar de todas essas evidências estou convencida que nós, quando oramos, quase sempre é por motivos egoístas, apenas para nosso próprio deleite como nos mostra Tiago 4:3 “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. ”  Como dizem por aí, só quando a coisa aperta. Quando a doença chega, o desemprego bate à porta, a família entra em colapso. Dificilmente buscamos a Deus em oração pelo simples prazer de ter comunhão com Ele. Para demonstrar nossa dependência dele, ou apenas para dizer que o amamos. Aquela oração de adoração, como a que o Salmista fez no Salmo 29:2 quase nunca saem dos nossos lábios: “Atribuam ao Senhor a glória que o seu nome merece; adorem o Senhor no esplendor do seu santuário” ou no Salmo 95:6 “Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador” Precisamos rever nossas motivações de oração. Quando amamos alguém desejamos estar junto dessa pessoa. Queremos vê-la, falar com ela, ouvir sua voz, seus conselhos. Temos sentido este desejo em relação a Deus? Amamos de fato a Deus? O que nos motiva a orar?

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