O que estamos aprendendo com a pandemia?

Rômulo Ribeiro  »   Ponto de Vista | janeiro 2021

As pesquisas ainda hão de revelar os reais resultados das quarentenas e de outras restrições que foram impostas sobre a população para combater o contágio do novo coronavírus. O que sabemos é que mais de 192 mil mortes em 2020 no Brasil foram atribuídas à Covid-19 e que o número de leitos hospitalares diminuiu ao invés de aumentar desde a primeira onda deste vírus mortal. Em meio ao caos político e sanitário, os desvios em verbas chegam a R$6 milhões por dia e Rahm Emanuel, ex-ministro da Casa Civil de Barack Obama, comemorou entusiasticamente a chegada da pandemia como grande oportunidade para cancelar a cultura tradicional norte americana: Ele disse: “Vamos ter certeza que esta crise não seja desperdiçada” e não foi, pois através dos votos não solicitados pelo correio, o candidato democrata, Joe Biden, venceu as eleições e a agenda política do globalismo, da identidade de gêneros e do aborto voltará com toda força. Mas nem tudo tem sido negativo durante esta pandemia: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).

A Câmara dos Deputados do Estado de São Paulo, através do Projeto de Lei 1995/20, determinou que igrejas, templos de qualquer culto e comunidades missionárias sejam reconhecidas como atividades essenciais, em especial nos períodos de calamidade pública, sendo vedado o fechamento total. (Fonte: Agência Câmara de Notícias). Antes da pandemia, o movimento dos desigrejados e de pequenos grupos já advogavam que os cultos nos templos não eram necessários e encontraram na quarentena uma grande oportunidade para defenderem o seu ponto de vista. Essas pessoas apenas não contavam que assim como acontece na biologia, no mundo espiritual também, o vírus entra nas células causando destruição em massa. Quem não valorizava a igreja local antes do seu fechamento no mês de março não mudou de ideia com a sua reabertura parcial no mês de agosto. Ao contrário! Este grupo de pessoas agora possui uma razão a mais para não congregar: o vírus! Infelizmente, o movimento dos desigrejados cresceu consideravelmente durante o período de pandemia e nos próximos dias e meses, muitos chamados cristãos, assim como os deputados estaduais, terão que decidir se a igreja é essencial ou não em suas vidas. Os cultos online e ao VIVO não podem continuar para sempre, pois se a igreja fosse virtual, Jesus não teria descido à Terra, se encarnado homem e morrido na Cruz do Calvário. Ele teria feito tudo isso do Céu. A igreja é corpo presente! Assim que possível, precisamos cancelar a transmissão dos cultos ao VIVO e disponibilizar apenas as pregações gravadas. 

A morte sempre foi iminente, mesmo na vida das pessoas mais saudáveis. Os números ainda não são conclusivos, mas a quantidade de óbitos sempre foi alta, com ou sem o coronavírus, e de contínuo faltam vagas e leitos nas UTIs e enfermarias dos hospitais. Porém, a praga da Covid-19 nos fez pensar mais de perto sobre a morte. Mas ao invés de uma correria para as igrejas e para os cultos de oração, os supermercados e as farmácias é que ficaram cheios. Após o relaxamento da quarentena, as estradas, os hotéis e as praias voltaram a ficar lotados e as igrejas vazias. As pessoas têm medo da morte, mas não têm medo de Deus. Para elas, morte não significa acerto de contas, mas, sim, perda de privilégios que possuem nesta vida. Não querem ser separadas da família, da profissão, do carro, da casa, do saldo bancário e dos entretenimentos que desfrutam. Por esta razão, os ateus, que não acreditam em Deus, nem no Céu ou no Inferno, têm medo da morte, pois eles não querem perder as regalias deste mundo. Ao contrário daqueles que têm medo da morte, os homens que têm medo de Deus não abandonaram as suas igrejas, a Bíblia e muito menos o seu tempo de oração. A pandemia tem servido para aproximar de Deus aqueles que já estavam próximos a Ele e para distanciar ainda mais aqueles que já estavam longe dEle.

Em suma, esta provação do novo coronavírus é como qualquer outra tribulação que Deus permite para provar a nossa fé e devoção: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Co 4.17).  A pandemia está nos mostrando onde se encontra o nosso coração.

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