O conselho de Provérbios

Rômulo Ribeiro  »   Ponto de Vista | julho 2021

…e o dever de proteger nossos filhos

Por Pr. Fabiano F. Almeida

Quantos de nós já meditamos com seriedade em um dos mais notáveis versos bíblicos no que tange à educação de nossos filhos, que diz “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22.6). Ao pensarmos na profunda verdade contida neste pequeno verso somos levados a encarar com seriedade a mensagem que está sendo transmitida a nossos filhos por figuras públicas como youtubers e influenciadores digitais, como também pelo liberalismo praticado pelos meios acadêmicos em todos os níveis. As gerações atuais têm sido bombardeadas pela exposição a estímulos indevidos que visam aflorar precocemente instintos e desejos que biblicamente devem ter lugar apenas na vida adulta, dentro da esfera do casamento. Este mundo tenebroso também entende que, se for capaz de incutir seu caminho na mente e no coração das crianças, eles envelhecerão vivendo segundo seus malignos preceitos.

Quando analisamos o método empregado pelos governos humanos a fim conduzir a mente de nossas crianças a aceitarem um padrão de comportamento estranho a palavra de Deus encontramos três pontos principais na estratégia usada para este fim: primeiro, fazer com que aquilo que é considerado anormal seja paulatinamente reconhecido como aceitável e até desejável pela maioria das pessoas, através da exposição midiática de personalidades conhecidas cuja sexualidade pode ser considerada no mínimo ambígua; segundo, destruir a concepção bíblica de moralidade através de um suposto direito pessoal de estabelecer o que é certo e o que é errado de acordo com os desejos pessoais de cada um, e, terceiro, ridicularizar a moralidade judaico-cristã e a civilização estabelecidas a partir de princípios bíblicas de conduta e convivência, rotulando-a como ultrapassada e responsável pela insatisfação reinante na alma humana.

Esta metodologia maligna é alicerçada em princípios defendidos por pensadores que subverteram verdades bíblicas que por séculos protegeram as gerações infantis contra os perigos da perversão sexual, propondo a abolição de toda espécie de restrição a manifestação da sexualidade infanto-juvenil, a fim de que sua sexualidade seja teoricamente manifesta de forma pura. Tais teóricos defendem a ideia que toda sorte de perversidade moral deve ser reconhecida como legítima, até mesmo a pedofilia, defendendo malignamente o pensamento que toda repressão a sexualidade é nociva ao desenvolvimento humano, mesmo no caso de crianças que nem mesmo atingiram a puberdade.  Tais pensamentos formaram a base da liberação sexual promovida há poucas décadas, celebrando a sensualidade e a perversidade moral como um novo estágio de desenvolvimento da sociedade humana.

Vivemos dias onde quebrar tabus tornou-se uma forma de reengenharia social, seduzindo pais e adultos desatentos em prol de não serem discriminados como retrógrados e ultrapassados. Por isso é essencial relembrar aos salvos em Cristo aquilo que ensina o apóstolo João “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.15,16). Obedecer e honrar a Deus através de nossa conduta jamais será algo tolo ou ultrapassado, assim como educar nossos filhos segundo princípios bíblicos não os tornarão adultos insatisfeitos, mas sim realistas quanto a verdade que reina sobre suas vidas, cônscios que o desejo deste mundo passa, mas a vontade de Deus jamais deixará de ser cumprida.

Por isso, amados pais, a prática de vestir seus filhos com trajes adequados a sua idade sempre será uma atitude sábia, assim como o cuidado com acessórios e enfeites não condizentes com a idade infantil, evitando toda vestimenta que denote sensualidade ou procure transformar crianças em pequenos adultos. É sábio que os pais imponham limites a relacionamentos precoces entre adolescentes, assim como a influência secular repleta de apelos a sensualidade precoce.

Em suma, o sábio nos convoca a uma prática que segue em sentido contrário a este mundo. Educar a criança no caminho em que deve andar também é protege-la de tudo aquilo que lhe seja nocivo, resguardando sua alma de ser escravizada pelo mal. O conselho de Provérbios jamais será derrotado “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *