Mantenha-se sóbrio!

Rômulo Ribeiro  »   Ponto de Vista | abril 2021

É fácil dizer que “o choro é livre” quando não é você ou alguém de sua família passando fome, sendo privado de água e luz e sem a garantia de um emprego. Os brasileiros que podem trabalhar a partir de suas casas ou com estabilidade trabalhista jamais entenderão a aflição dos pequenos empresários e de seus funcionários diante das quarentenas que estão sendo impostas há mais de um ano. Assim como o uso do tratamento precoce contra a Covid-19 é controverso, os lockdowns também são, mas todos os lados falam como se fossem os donos da verdade. A politização ao redor da pandemia, por motivos financeiros e políticos, não permite a união de forças para esclarecer a população e educá-la no combate a este vírus mortal. É mais fácil impor restrições sociais e fazer terrorismo 24 horas através dos meios de comunicação. Enquanto isso, as periferias continuam abertas e os meios de transporte lotados.

Nos Estados Unidos, a guerra de informações praticamente cessou uma vez que o presidente nacionalista, Donald Trump, perdeu a reeleição e o globalista, Joe Biden, assumiu o poder. Os números de infectados e, principalmente, de óbitos pela Covid-19 despencaram não só pela vacinação em massa, mas também pelos fármacos que surgiram milagrosamente para tratar a doença. A rede de televisão CNN até tirou do ar o gráfico que mostrava as infecções e mortes diárias causadas pelo novo coronavírus e suas variantes. É claro que ainda ficaram os resquícios das máscaras e do distanciamento social, pois haverá eleições para o congresso americano em menos de dois anos. O Brasil, no entanto, não pode esperar até novembro de 2022 para se unir contra esta pandemia, dependendo de quem vem a ser o novo presidente. Além dos milhares de mortes desnecessárias, os pilares da economia serão abalados sem que haja cura. Diante do caos econômico, nós seremos governados por um regime de extrema direita ou de extrema esquerda, como acontece na China.

Impedida de se mobilizar, a população não tem como se manifestar pacificamente nas ruas contra as decisões políticas e jurídicas que estão sendo feitas à revelia pelos líderes da nação, na plataforma chinesa do ZOOM e no conforto de suas casas. A pandemia está sendo usada para a inversão de valores: o mocinho virou bandido e o bandido virou mocinho, além da liberdade de expressão que está sendo limitada até para opositores políticos com imunidade parlamentar. Se for limitada, não é liberdade! O Brasil dos últimos 30 anos já caminhava para um desfecho final, mas a crise sanitária acelerou o desespero por essas transformações sociais: uma dependência maior em relação ao governo e um governo mais forte na vida das pessoas. Individualmente, podemos, sim, sair melhores desta pandemia, mas como nação, nós seremos mais pobres financeira e intelectualmente, pois o futuro de nossas crianças já está comprometido por falta de escola e de oportunidades no mercado de trabalho. O Manifesto Comunista de 1848, assim como um livro futurístico, está se cumprindo diante dos nossos olhos com a destruição da nação e o reavivamento de um único mundo servil: “Proletários de todos os países, uni-vos”.

Como se manter sóbrio diante de acontecimentos tão sombrios? Olhando para o mundo através das lentes da Palavra de Deus. Não podemos mudar o curso profético dos acontecimentos, mas podemos nos manter do lado certo da história, que foi escrita e predita por Deus. Tiago 5:8: “Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”.

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