Laodicéia, o arrebatamento e o anticristo

Redação JA  »  dezembro 2020

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2:13)

O ano de 2020 está sendo considerado um ano perdido. O coronavírus é real. O exagero, também. Que a pandemia foi politizada e, possivelmente, manipulada para fins de controle social, poucos duvidam. A questão é, o que fazer?

Mundo afora, as manchetes causam medo e apreensão em alguns, e indiferença em outros:

  • “Covid 19 é a inauguração do totalitário regime de opressão e o fim da liberdade”;
  • “Ditadura global: A pandemia e a perda de liberdade”;
  • “Como a crise da Covid-19 afeta os direitos e liberdades individuais?”;
  • “O golpe Covid-19 da elite contra uma humanidade aterrorizada: resistindo poderosamente”.  

A ênfase das manchetes é sobre o controle da população, ditadura global, perda de direitos e de liberdade, deixando transparecer que há ocultação de informações pela mesma mídia, porta voz do poder real.

Como cristãos, diante deste cenário que prenuncia a proximidade do aparecimento do anticristo, continuamos responsáveis por alcançar nossa geração com a pregação do Evangelho, sem perder de vista que, o Apocalipse, é a Revelação de Jesus Cristo e nós estamos “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt 2.13).

Laodicéia

A maioria dos intérpretes da Bíblia de posição dispensacionalista, pré tribulacionista, concorda que as cartas às sete igrejas da Ásia (Ap 1.20 – 3.22), representam, profeticamente, a inteireza dos estágios sucessivos da história da Igreja, desde o Pentecostes (Vinda do Espírito Santo para a Igreja) até ao Arrebatamento (Saída do Espírito Santo com a Igreja). A partir do arrebatamento, o Espírito Santo volta a agir no mundo como agia no período anterior à igreja, capacitando, regenerando e operando maravilhas, mas a tribulação é a última das 70 semanas da profecia de Daniel e, portanto, a forma de agir e o foco da ação volta a ser Israel e não mais a Igreja.

Autores como Herbert Lockyer, Walter Scott e Merrill C. Tenney, concordam que as sete igrejas locais a quem as cartas foram endereçadas, representam a universalidade do que seria a Igreja em cada época, e que teriam sido escolhidas entre todas as demais daquela época, não necessariamente pela sua importância, mas pelas características e em uma sequência lógica. O que foi escrito para cada uma delas, teria aplicação em todas as épocas e, ao mesmo tempo, cada período teria como marca principal, as características daquela igreja local especificamente. Assim, tanto os elogios, quanto as repreensões dirigidas a cada igreja, estariam presentes em todas as épocas, sendo que, em cada época predominaria as características de uma delas.

De acordo com alguns historiadores, os períodos aproximados de predominância de cada uma das sete igrejas seriam os seguintes: Éfeso, do Pentecoste até 92; Esmirna, 92 – 315; Pérgamo, 315 – 500; Tiatira, 500 – 1500; Sardes, 1500 – 1700; Filadélfia, 1700 – 1900; Laodiceia, 1900 até o arrebatamento. Claro que, em um estudo mais amplo, muitos detalhes são estudados, o que não é o caso deste artigo.

Como estamos vivendo o período histórico final da Igreja, representado por Laodicéia (Ap 3.14-22), ao olharmos para suas características, talvez o detalhe mais significativo esteja relacionado ao significado do nome Laodicéia: “direitos das pessoas” ou “governo pelo povo” ou “democracia”. Laodicéia vem de duas palavras gregas que significam “povo” e “juízo”, indicando que a igreja era governada por decisões e juízos do povo em vez de o ser diretamente pela Palavra de Deus. Os laodicenses se referiam à igreja como se fosse deles. Era a igreja deles, não do Senhor.

Herbert Lockyer, em seu livro, “Apocalipse: o drama dos séculos” diz: “É claro que os laodicenses tinham muitas boas coisas para dizerem a respeito de si mesmos. Eram autoconfiantes, orgulhosos e satisfeitos. Mas para o seu Senhor eram espiritualmente mornos e, portanto, nauseantes”. A náusea vem do fato de o Senhor dizer que estava a ponto de vomitá-la da sua boca (Ap 3.16). Mornidão descreve o estado de apatia, de falta de emoção, de vibração. Lockyer, na obra citada diz que “Laodicéia era correta, mas sem consciência”.

O mais importante detalhe em cada uma das sete cartas, é que em todas elas Cristo diz: “Ao que vencer”. Esses vencedores são os salvos e, aos vencedores de Laodicéia, a promessa é fantástica: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3.21).

Ao terminar o capítulo 3 de Apocalipse, embora não apareça o termo arrebatamento, a Igreja não é mais mencionada, porque o Senhor volta a trabalhar no mundo através do povo de Israel, iniciando a septuagésima semana de Daniel – a Tribulação.

O arrebatamento e o anticristo

O anticristo, o homem do pecado, o filho da perdição, só poderá se manifestar quando for afastado aquele que o impede: “E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há ‘um’ que, agora, resiste até que do meio seja tirado; e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda” (2 Ts 2.6-8).

Os cristãos pré tribulacionistas acreditam que esse “um” é o Espírito Santo, o único capaz de deter Satanás. O Espírito Santo habitando em cada crente que faz parte do corpo de Cristo, nesta dispensação da graça, será afastado da terra com a igreja (arrebatamento), para que o anticristo se manifeste (2 Ts 2.7), e aconteça a “nossa reunião com ele” (2 Ts 2.1). O apóstolo Paulo explicou isso em 1 Ts 5.1-11.

A apostasia, que é o sinal mais evidente dos dias finais da Igreja antes do arrebatamento, já é realidade. Paulo deixou claro ao escrever que “o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Tm 4.1, 2). 

Para o arrebatamento não haverá sinais. Será em um piscar de olhos, pegando a todos de surpresa! (1 Co 15.52-58). No entanto, em meio à mornidão de Laodicéia que caracteriza a predominância da apostasia, muitos crentes, equivocadamente, acreditam que seja função da igreja fazer exatamente o que significa Laodicéia e, por isso, querem assegurar os “direitos das pessoas” ou “governo pelo povo” ou “democracia”. Para ficar, profeticamente, com as duas palavras gregas que deram origem à palavra Laodicéia “povo” e “juízo” vemos a igreja sendo governada por decisões e juízos do povo que dela faz parte e se divide popularizando a expressão, “na minha igreja”. MARANATA!

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