Filhos, instrumentos de Deus que nos ensinam a viver pela fé!

Genaina Reder  »   dezembro 2021

Creio que posso afirmar sem medo de errar, que nada mexe mais com o coração humano que a maternidade e a paternidade. É claro que temos exceção, alguns que não compreendem o privilégio e a responsabilidade de ser pai e mãe, mas creio sinceramente que estes são exceção, e não a regra. A regra são pais com o coração cheio de amor, cheios de misericórdia, de perdão. Conheço também alguns pais que parecem não alimentar nenhuma preocupação com os filhos. Outro dia conversando com uma mãe crente, que tem uma filha adolescente de 13 anos que decidiu não querer mais acompanhá-la para a igreja e ela me disse que já desistiu, que não insiste mais. Eu pensei: como assim? Não temos como pais essa opção, deixar prá lá! Desistir! A Bíblia nos dá vários exemplos de pais e mães que se empenharam na busca da ação de Deus em favor de seus filhos. Em Mateus 17:15 vemos um pai clamando pela saúde física dos filhos: –  Senhor, tem compaixão de meu filho, porque é epiléptico e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água. Em Mt 15.22 uma mãe clama pela libertação espiritual da filha – E eis que uma mulher Cananéia, natural daquelas regiões, veio a Ele, clamando: “Senhor! Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente tomada pelo demônio”. A ressurreição do filho da viúva de Naim em Lc 7.11-17 é outro exemplo, assim como a ressurreição do filho da Sunamita pelo profeta Eliseu. Teríamos ainda outros exemplos de pais na Bíblia que recorreram a Jesus em favor de seus filhos. Mas, e nós? Onde temos recorrido em favor de nossos filhos? Os tempos modernos tem levado muitos pais e mães a buscar solução para a vida de seus filhos em consultório psiquiátricos, de psicólogos, de neurologistas, de psicopedagogos, etc. Não que estes profissionais não tenham seu lugar e sua importância no cuidado da saúde humana, mas eles não devem ser nossa fonte primeira de busca. Nossa busca deve estar centrada em Deus. Não existe outra fonte de socorro para nós, fora de Deus. Filhos sempre foram e sempre serão fontes de preocupações para os pais, mesmo aqueles que não apresentam qualquer desvio de comportamento, que estão dentro dos “padrões” estabelecidos. Sempre haverá na mente dos pais preocupação com os filhos. Eles podem ser bem-sucedidos, mudarem da nossa casa, mudarem de Estado, de país, casados ou não, eles estarão sempre em nossas mentes e em nossas orações. Filhos não têm data de validade, é para sempre! Por isso, que independente da motivação, precisamos aprender a descansar no cuidado de Deus com nossa vida, de nossos filhos, de nossa família. Aquela pergunta que Jesus faz em Lc 12.25 adverte – Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?  Quem de nós, por melhor e mais cuidadoso pai ou mãe que sejamos, podemos proteger nossos filhos? Podemos garantir que jamais se desviarão? Podemos garantir que farão sempre tudo da forma como foram ensinados por nós? Não temos esta garantia! Por isso, só nos resta correr para os pés de Jesus. Confiar em sua soberania. Exercitar a fé. Ah, essa é a parte mais difícil, precisamos orar como aquele pai em Mc 9.24 – Se podes? ”, contestou-lhe Jesus: “Tudo é possível para aquele que crê! ”. Imediatamente o pai do menino asseverou: “Creio! Ajuda-me a vencer a minha falta de fé”! Esta precisa ser nossa oração todos os dias. Não importa se temos filhos tranquilos, que estão vivendo de forma tranquila ou se temos filhos que nos tiram o sono e inquieta nossos corações. Nossa única alternativa é não desistir deles, é continuar reforçando ou ensinando os princípios da Palavra e continuar de joelhos diante do Pai. A palavra de Deus diz que “o justo viverá pela fé” (Hb 2.4; Rm 1.17); e que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6). Jesus repreendeu seus apóstolos várias vezes pela falta de fé deles. Ora, se eles, com Jesus presente, tiveram falta de fé, então, para nós também não é fácil; por isso precisamos pedir sempre: “Senhor, eu creio, mas aumenta minha fé! ”.

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