Entre o Salvador e o Salteador – O Barrabás nosso de Cada Dia!

Mário Maracaipe  »   setembro 2021

Os mais ferrenhos opositores de Jesus não eram pagãos, mas uma parte considerável de sacerdotes que serviam sob a Antiga Aliança entre Jeová e Israel. A grande maioria do Sinédrio uniu-se para difamar Jesus, armar-lhe ciladas e conspirar para matá-lo, além de perseguir seus discípulos “caçando-os” em suas próprias casas (Mt 9.34; At 8.1,3). Alguns predicados que Jesus atribuiu a muitos israelitas, incluindo os apóstolos foram: “homens de pequena fé, incrédulos de dura cerviz e duros de coração” – Jesus chegou a chamar Pedro de “Satanás” (Mt 6.30; Mc 16.14; Mt 16.23; At 7.51). Em contraste com tudo isso, as pessoas que receberam elogios ímpares de Jesus relativos à fé Nele e à piedade pessoal, eram pagãs – a mulher Siro-fenícia e dois centuriões romanos. Jesus inclusive citou a conversão do sírio Naamã num período em que os profetas de Jeová eram perseguidos por reis israelitas e corajosamente elogiou um odiado samaritano em uma de suas muitas parábolas (Mt 15.28; Lc 7.9; At 10.1,2; Lc 10.33).

A rejeição da liderança judaica no reconhecer Jesus como o Messias persistia mesmo diante do inegável milagre da ressurreição de Lázaro. A renúncia à Jesus foi oficializada perante Pilatos, o juiz pagão que fracassara na tentativa de dissuadir o Sinédrio na denúncia ao Rei de Israel (Jo 11.53). Apesar de reconhecer – para espanto do Sinédrio – que Jesus era o Rei dos Judeus, Pilatos foi contraditado pelo ardil dos sacerdotes. Diante disso, o juiz romano, sabedor dos bons feitos de Jesus, consultou o povo crendo que a turba optaria pela libertação de Jesus que, perante ele confirmara Sua divindade – a boa confissão citada por Paulo. Para a surpresa do pagão Pôncio, o povo de Deus uniu-se ao Sinédrio na rejeição ao Salvador e na escolha do salteador assassino e insurgente. Pilatos foi voto vencido quanto à absolvição de Jesus Cristo e viu-se obrigado – por Israel (!!!) – A libertar Barrabás (Mc 15.7; 1 Tm 6.13; At 4.27).

A opção por Barrabás deveu-se, não às suas virtudes, mas ao caráter santo de Jesus e à sua pregação avassaladora exigindo arrependimento, boas obras, reconciliação com Deus e com o próximo, e até a restituição do roubado! Jesus foi rejeitado porque convocava Israel à necessária regeneração operada por Deus mediante a fé Nele como Messias. Israel não se deu conta que, ao optar pelo bandido, coligara-se a ele, aliara-se aos seus malfeitos e, ao invés de promover o Reino de Deus, tornara-se promovedor do Reino do Diabo, o “sumo” ladrão, assassino e destruidor – a partir dali Israel degenerou-se na “Sinagoga de Satanás” (Jo 10.10; Ap 2.9).

Em algum momento da vida, tal como o Sinédrio e Pilatos, Deus nos conduz ao tribunal da nossa consciência onde nos são apresentadas duas escolhas relativas ao relacionamento com Jesus: ou decidiremos publicamente confessá-Lo como Deus, Rei, Messias e Salvador, vivendo em fiel obediência à Ele; ou seremos o Barrabás de nós mesmos, escolhendo permanecer no caminho da rejeição hipócrita, afirmando ser povo de Deus, mas sabedores tanto nós, quanto os que nos rodeiam, que de fato, votamos por crucificar Jesus de nossas vidas esperando (em vão) que Ele permaneça lá na cruz, calado e execrado. Nesse chamado ao julgamento, a neutralidade que Pilatos reivindicou não foi nem é uma opção aceitável à Deus que incluiu o governador romano no rol dos que rejeitaram o Senhor Jesus Cristo (At 4.27).

Uma resposta para “Entre o Salvador e o Salteador – O Barrabás nosso de Cada Dia!”

  1. Tatiane Dalprá Weidman disse:

    Muito bom e obrigada! Pr Mário

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