Cristianismo continua crescendo na China, apesar das restrições

Redação JA  »  outubro 2020

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Informações oficiais divulgadas em 12 de agosto de 2020 pelo Pew Research Center e The Global Religious Landscape mostram que a população chinesa, maior do mundo, está com 1.413.001.371 habitantes, sendo que 737.579.114 (52,2%) não tem religião.

Os religiosos, pela ordem, estão assim divididos: Religiosidade Popular, incluindo Confucionismo e Taoísmo, entre outras, 309.444.111 (21,9%); Budismo, 257.163.599 (18,2%); Cristianismo, 72.062.327 (5,1% evangélicos e católicos); Islã, 25.433.763 (1,8%); outras crenças, inclusive judaísmo, 11.303.894 (0,8%).

Apesar das dificuldades para pregar o evangelho na China, o número de cristãos continua crescendo. Atualmente, a China é o segundo país com maior número real de evangélicos em todo o mundo, perdendo apenas para os EUA que tem atualmente, 76.048.000, e a China, cerca de 65.000.000, de acordo com o levantamento de Sébastien Fath, historiador e pesquisador do CNRS – Centro Nacional de Pesquisa Científica, na França.

É bom destacar que, no caso da China, muitas vezes os números de praticantes de religiões se cruzam, porque é muito comum o chinês se identificar como praticante de mais de uma religião, devido ao fato de considerarem algumas práticas que são classificadas como religião, para eles não são.

Estudos diversos apontam que tem havido maior abertura para a pregação dos cristãos chineses, tanto católicos, quanto evangélicos, e o número poderá chegar à marca de 224 milhões até 2030, tornando-se o país com maior número de seguidores do Cristianismo. Enquanto setores do governo fecham templos, os cristãos chineses se reúnem em suas casas, promovendo o Evangelho através das igrejas domésticas.

Em 2018, o Vaticano e a China assinaram um acordo histórico que contribuiu para o degelo das relações diplomáticas entre ambos, rompidas até então, há quase 70 anos. O acordo envolvia o reconhecimento pelo Vaticano, de bispos nomeados pelas autoridades católicas chinesas.

De acordo com dados na Missão Portas Abertas, a China ainda continua, neste ano de 2020, com pontuação alta entre os países que promovem perseguição aos cristãos, estando em 23ª colocação. É importante lembrar, também, que a China é geograficamente grande e a situação dos cristãos pode ser muito diferente em várias províncias do país.

Em matéria publicada recentemente, uma frase de um pastor chinês identificado pelo pseudônimo “Pr. Shi”, deu para perceber como a resiliência da fé dos cristãos chineses:
“Nós não estamos com medo, mas precisamos aprender a ouvir cuidadosamente os impulsos do Espírito. Ele está nisso conosco. Nós apenas precisamos obedecer a sua voz e acreditar que ele sabe e vê a situação toda. Quando nós o seguimos, realmente não há o que temer. ”

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