Discípulo de Jesus – Apesar de tudo!

Edgar Donato  »   fevereiro 2021

Ao ministrar às multidões, Jesus chamava homens e mulheres ao arrependimento/mudança radical de vida – Metanóia. O discipulado ocorria assim: Ele ensinava às multidões, grupos menores e encontros pessoais e esperava de todos eles: Obediência. 

“Por que vocês me chamam: Senhor, Senhor, e não fazem o que eu digo? ” Obediência à missão. O que muda o mundo é a nossa atitude de sermos imitadores de Jesus.

O que você espera de um seguidor de Jesus? A melhor coisa a fazermos é perguntar ao próprio Jesus. O que o Senhor espera dos seus discípulos? Não é uma pergunta interessante? Será que estou dentro?

Algumas características dos discípulos de Jesus:

Engana-se quem pensa que os 12 apóstolos de Jesus eram as pessoas ideais para ele treinar. Um headhunt, um caçador de talentos geralmente procura pessoas com elevado nível acadêmico, domínio de vários idiomas, carisma, boa comunicação, pessoa de destaque no mercado.  Podemos imaginar que os doze discípulos era um elenco seleto, bem escolhido, fortes e brilhantes durante o ministério de Jesus. Mas não o foram. Eram muito humanos como nós, com imperfeições, mazelados, cheios de fraquezas naturais. O cenário mudou, mas a natureza humana é sempre a mesma.

Alguns traços das pessoas que se relacionavam com Jesus, conforme o livro: A Pedagogia de Jesus.

1.  O Grupo de Imaturos – João, o discípulo amado, não sabia controlar seu gênio, e tratou os samaritanos com raiva, aos quais Jesus queria revelar seu amor.  Pedro, não possuía a firmeza do seu nome, pois prometeu a Jesus que estaria firme a seu lado ainda que os mais deserdassem, depois de poucas horas não só negou a Jesus, jurando por três vezes que nem o conhecia, mas o negou com uma linguagem baixa e lamentável.

2.  Impulsivos ou Impetuosos – Pedro foi o campeão dos precipitados. Falava e agia, para depois pensar. João e Tiago: Jesus os chamou “filhos do trovão”.  Tinham explosões fortes terríveis. Certa vez, em sua ira, ficou insano, ” como poderoso fura­cão. Bem antes de se revelar calmo, paciente, sofredor e manso, era de caráter violento. ”

3.   Pecadores – Fora os doze, vemos Zaqueu, o coletor de impostos, apegado ao dinheiro, cobrava mais do que era devido, roubava do povo ne­cessitado. E também Maria Madalena, com sete demônios.  E ainda a mulher de vida livre, à beira do poço, a qual tivera cinco maridos.

4.  Perplexos – Um deles pediu para Jesus repartir a herança com o irmão dele, e defender seus interesses. O moço rico desejava saber como poderia alcançar a vida eterna. Discutiam e lhe apresentavam também pro­blemas pessoais, como o orgulho, a ira, a luxúria, a aflição, a cobiça. Eram os mesmos problemas que hoje en­frentamos no século das luzes.

5.  Ignorantes – Vinham em maior parte, das baixas camadas sociais e não da classe alta, era gente mal instruída.  Ele não foi bem compreendido por muitos, mal interpretado pelo povo em geral, líderes religiosos, e pelos mais próximos. “Escolheu um grupo pequeno para treiná-lo para a liderança, tinha dificuldade para entender, imagine para explicar as bases da fé que iriam compartilhar…” Em vários momentos durante os 3 anos, decepcionaram a Jesus. 

6. Instáveis – Muitos não tinham coragem de abandonar outros interesses e encarar cora­josamente as durezas e decepções naturais do caminho cristão. Muitos perderam o interesse, e até mesmo os maiores amigos de Jesus hesitaram em avançar com ele. O quadro que Jesus nos pinta do solo raso e fraco, onde a semente cresceu rápido, mas logo murchou ao sol abrasador, é ótima descrição dessa instabilidade.

Se aconteceu com Jesus, nada deveria nos surpreender quando nossos esforços não renderem coisa alguma, mas não podemos ficar desanimados e Ele nos deu o Espírito Santo, o agente transformador dos corações.

T. R. Glover diz: “O maior milagre da história parece ter sido este: a transformação operada naqueles homens. ”  Fortalecidos por seus ensinos, pela sua ressurreição e pelo Es­pírito, saíram a transformar o mundo, e dez deles deram sua própria vida para levar avante aquela divina cruzada.

O alvo maior do discipulado é que cada cristão seja uma cópia de Jesus, um pequeno Cristo, faz a diferença no mundo!

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