Dicas de Leitura

Redação JA  »  fevereiro 2021

Uma teoria de tudo (que importa)
Alister McGrath
www.mundocristao.com.br

Albert Einstein é merecidamente reconhecido como um dos grandes gênios da humanidade. Suas descobertas revolucionaram a compreensão do nosso planeta e do Universo. Mas a figura fascinante de Einstein não pode ser reduzida às suas conquistas como cientista, por mais espetaculares que sejam.

Alister McGrath aponta que um dos grandes méritos de Einstein foi sua busca incessante por integrar ciência, ética e fé para alcançar uma descrição mais rica da realidade: “Uma teoria de tudo que importa”.

Ainda que se tratasse de campos bem diferentes, a composição de um quadro abrangente que permitisse encapsular um todo coerente lançou nosso gênio numa jornada singular, para a qual esta obra nos remete.

Em “Uma teoria de tudo (que importa)”, Alister McGrath, examina a vida e o legado de Einstein, explicando seu significado científico e considerando o que Einstein fez e não fez, o que ele acreditava e não acreditava sobre ciência, religião e o significado da vida.
Instigante e esclarecedor, o livro é leitura obrigatória para quem deseja compreender o papel da fé em um mundo em que a ciência e a tecnologia ocupam papel fundamental na sociedade e influenciam o estilo de vida das pessoas.

Alister McGrath é professor de Ciência e Religião na Universidade de Oxford, onde obteve o doutorado em biofísica molecular, em teologia e em história intelectual. Ex-ateu, tornou-se conhecido por seu envolvimento em debates culturais sobre a racionalidade e a relevância da fé cristã, e também por A vida de C. S. Lewis, biografia publicada pela Mundo Cristão. Autor de mais de cinquenta livros e palestrante renomado, McGrath vive em Cotswolds, perto de Oxford.


O Comentário de Tiago
Douglas J. Moo
www.vidanova.com.br

O Comentário de Tiago trata de uma das cartas mais polêmicas do novo testamento, carta esta que foi motivo de enorme conflito para Lutero no fechamento do cânon protestante, sendo nomeada por ele até mesmo como “a carta de palha”, provavelmente por contrastar com um dos princípios da reforma protestante, a sola fides. A epístola de Tiago é muito prática e seu propósito claramente não é tanto informar quanto corrigir, exortar e encorajar. Ele toca apenas de forma rápida e alusiva na teologia enquanto se concentra no resultado prático da teologia.

A introdução, composta por seis capítulos, introduz o autor de modo peculiar na compreensão da composição do texto. O comentário, escrito em oito capítulos, traz riquezas que somente alguém tão ilustre como Douglas Moo poderia fazê-lo. Este comentário é mais uma das obras que compõem a coleção O COMENTÁRIO.

Douglas J. Moo foi professor de Novo Testamento no Trinity Evangelical Divinity School, além de diretor do programa de doutorado em Filosofia e Estudos Teológicos. Atualmente é professor de Estudos do Novo Testamento no Wheaton Graduate School. Autor do Comentário de Tiago (Shedd Publicações).


O Custo do Discipulado
Jonas Madureira
www.editorafiel.com.br

As pessoas fazem cálculos de custo o tempo todo. Entretanto, o cálculo de custo não diz respeito apenas aos dilemas da vida material. Ele também diz respeito aos dilemas da vida espiritual. A decisão de seguir Jesus inevitavelmente implica um custo. Em “O custo do discipulado”, Jonas Madureira aborda de maneira acessível, mas profunda, os dois sentidos dessa expressão.

Em geral, no contexto cristão, a palavra “discipulado” refere-se ao ato de seguir Jesus (imitar Cristo) e também ao ato de ajudar alguém a seguir Jesus (ajudar outros na imitação de Cristo). São coisas distintas que podem ser facilmente confundidas, pois estão intimamente relacionadas. Quem não segue Jesus não pode ajudar pessoas a seguirem Jesus.

Só o discipulado é capaz de garantir a formação de autênticos “pequenos Cristos”. Todavia, o começo dessa mudança não vem com “métodos de discipulado eficaz”, mas com a imitação de Cristo. A base de sustentação dessa mudança é a imitação de Jesus. No discipulado, não vale o “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, pois só é possível discipular sendo, falando e agindo como discípulo, como um imitador de Cristo. Esta é a essência e a condição do discipulado: para ajudar alguém a seguir Jesus, é necessário, antes, pagar o preço de imitar Jesus.

Que, a despeito das crises moral e teológica que assolam a mente e o coração dos seguidores de Cristo, haja entre nós seguidores que possam dizer a outras pessoas o que Paulo disse aos seus: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”!

Jonas Madureira é Bacharel em teologia pelo Betel Brasileiro e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; Bacharel e Mestre em Filosofia pela PUC-SP e Doutorando em Filosofia pela USP e Universidade de Colônia, na Alemanha. É professor de filosofia e teologia sistemática na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, no Servo de Cristo e no Seminário Martin Bucer.

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