Dardos à mente

José Infante  »   novembro 2021

Sem dúvida alguma a mente é o campo da maior batalha que enfrentamos na jornada cristã.

São setas de zimbro do maligno. A todo instante sofremos bombardeios à mente – pensamentos e sofismas que nos abatem. Travo a minha luta diária também, assim como cada salvo a sua. Um pensamento pecaminoso pode aparecer de um momento para o outro. O Pr. Hernandes D. Lopes, diz ser esta a “batalha mais árdua contra o pecado travada no campo do pensamento”.

As Setas do Maligno são incessantes. É como diz um hino do CC: “Vigia e ora porque o diabo ataca sem parar”. Daí a exortação petrina: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo anda em derredor, como leão…buscando alguém para devorar” (1a Pd 5:8,9). E investe contra os salvos, pois os ímpios a ele pertencem. O alvo do inferno é anular e derrubar o crente!

A seta danosa ao emocional. Chegam em forma de acusações, tais como: “Você não é salvo! Não será arrebatado. Não será perdoado, pois seus pecados são imperdoáveis”. Como foi o caso de uma senhora fiel; andava ela pela calçada quando viu um cachorro e se viu confrontada com um pensamento insensato: “Ali vai Jesus; chama ele”! Ela entrou em parafuso. Achou que pecou contra o Espírito Santo. Se achava sacrílega e perdida!

Com o devido acompanhamento pastoral, pode entender que era “seta do inferno” e não algo premeditado. Compreendeu que nada neste mundo poderá arrebatá-la das mãos de Jesus. O salmista foi atingido pelo pensamento de que Deus o abandonara. Mas logo disse: “Isto é enfermidade minha” (Sl 77:9) – e findou o salmo com santas palavras de louvor ao Deus Eterno!

Há muitos irmãos lutando contra tais dardos! São crentes, amam o Senhor, mas até por conta do emocional se sentem culpados, o que agrava a situação. Aí vem a anulação.

O que deve ficar claro é que ser tentado não é pecado. Pecado é consumar a tentação. O Dr. Gilbert Little – médico psiquiatra temente a Deus – disse o seguinte: “Todos os crentes passam por experiências igualmente profanas. Esses pensamentos penetram na mente, vindos do ar atmosférico, populado pelas forças espirituais da maldade. Pelo fato de entrarem subitamente à mente, fica claro que não desejamos e nem premeditamos os mesmos! É o velho dito de não conter um pássaro voando sobre a nossa cabeça, mas é possível evitar que o mesmo faça ninho sobre ela.

A danosa seta da infidelidade. Jesus advertiu que é “do coração que procedem os maus desígnios”, pois o coração é enganoso e corrupto, como diz a Palavra.

O mundo safado vaticinado por Jeremias (6:15) é uma aljava repleta dos mais diversos dardos do mal travestidos de “manjares do reino”- que parecem bons, mas são “doces bocados venenosos (Pv 14:12):  o “ficar com”, fornicação, adultério (explícito ou virtual), pornografia, violência e etc. – muitos foram seduzidos e levados como um boi que vai para o matadouro” (Pv 7: 6-22).

Somente resistirão “as iguarias” os que estiverem afinados com Deus, como José.

O estrago feito traz escândalo à causa, tristeza à família e depressão profunda, tal como Davi. Seu pecado foi uma nódoa no currículo; Davi venceu Golias e caiu diante de Bete Seba.  Sim, há perdão para os arrependidos, mas ficam as consequências. Davi bem amargou isso dizendo: “o meu pecado está sempre diante de mim” (Sl 51:3). 

Nunca haverá trégua nessa luta contra as potestades. O alvo do maligno é anular o salvo. As “setas de zimbro” são disparadas a todo momento à mente dos salvos! Ser tentado não é pecado. O pecado é quando desce da mente ao coração, e daí à prática.

Ernâne Lopes escreveu, e é fato, que “nossos pensamentos regem nosso comportamento, que determina os nossos sentimentos”.

É o nosso andar com Cristo que resistirá ao inimigo. Salomão disse que é “pelo temor a Deus que o homem se afasta do mal” (Pv 16:6). Logo, sem temor a Deus e vida cristã “na flauta”, a queda será inevitável.

É hora de um quebrantamento com renovação da mente, enchendo-nos do Espírito, vigilância constante e cuidando para não cair. É andar de joelhos (I Co 10:12).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *