Autenticidade – Uma chamada à reflexão pastoral

Wagner Amaral  »   maio 2021

Autenticidade é uma das características da santidade. Não a pecaminosidade travestida de autenticidade, agindo indevidamente, como na palavra que não edifica, com a desculpa de “ser assim ou de fazer assim mesmo”; mas, a atitude consciente de ser ou de não ser aquilo que se aprende do Senhor por meio de sua Palavra.

Em sua primeira carta aos tessalonicenses, Paulo fala de sua conduta para com seus irmãos em Tessalônica e começa com duas características, consequentes – base bíblica e autenticidade. Tudo o que procedia de seu ensino e direcionamento vinha do evangelho (2.2-4); e toda a sua conduta estaria em coerência com este evangelho compartilhado (2.5-8). Como pastores, somos modelo para o rebanho, não somente do conteúdo a ser aprendido, mas, também, da conduta a ser assumida como adoração ao Senhor. Fazemos parte do grupo de pessoas que recebeu capacitação para aperfeiçoar os santos: “… pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4.11-12).

Por outro lado, como homens, dotados de uma natureza pecaminosa, somos constantemente tentados a agir conforme o sistema mundano que proporciona o ambiente adequado para a natureza pecaminosa plantar os desejos impuros e maliciosos que destroem a pessoa por dentro, levando-a a pensamentos, sentimentos e ações de puro orgulho; assim como destroem por fora, dizimando as relações pessoais, através da politicagem (mentira, falsidade, omissão, partidarismo, etc).

Como homens capacitados para o ministério pastoral devemos nos converter a humildade – submissão ao Senhor, lutando para viver em coerência com o evangelho, à semelhança de Cristo. Simultaneamente, devemos nos afastar do orgulho, normalmente identificado pela vaidade de nossos próprios pensamentos que promove a ignorância, a impaciência e o desamor, resultando em dissolução (Efésios 4.17-19).

É terrível para o evangelho e desastroso para as igrejas quando pastores (modelos) cedem às ações pecaminosas, comuns àqueles que identificamos como maus governantes e indesejáveis políticos. Nesses casos, onde está a diferença promovida pelo evangelho? Como identificar a esperança ou a nova vida em Cristo se agirmos como os demais que não compactuam com os princípios do Senhor e nenhuma intimidade possuem com a santidade? Como afirma Paulo aos efésios, não podemos mais viver como os gentios (4.17). Nada de boicote por motivação partidária. Se, há problema, a autenticidade deve prevalecer na prática do diálogo aberto e na exposição de propostas, visando a resolução. Nada de afirmações irresponsáveis acerca de pastores ou igrejas. Se, há ação indevida, a honestidade e a disposição em agir em prol da edificação deve prevalecer, agindo como Cristo ensinou ao ir até a pessoa e oferecer ajuda para que a santidade prevaleça. Afinal, não é santo o planejar ações e o fomentar a discórdia, almejando a dissolução. Somos ensinados e movidos pelo evangelho a autenticidade. Se, há algo a dizer, devemos dizer; se, há discordâncias, devemos discuti-las; mas, sempre, agindo em santidade; pois, assim, honraremos ao Senhor e, ainda, ensinaremos ao povo a ser e a agir como igreja.

Em um tempo de escancarada podridão moral e espiritual, evidenciemos a autenticidade em nosso viver e em nosso ministrar às igrejas, influenciando os membros a santidade; a fim de que o evangelho seja contemplado em nossas ações e em nossas relações, não havendo a mínima comparação com os que compactuam da politicagem mundana. Assim, em nosso falar, escrever, ensinar e pregar adoraremos ao Senhor e a autoridade se imporá pela coerência entre nosso discurso e prática.

Este pequeno texto objetiva a reflexão e a motivação em trabalhar em prol do Reino.
Wagner Lima Amaral – Diretor Executivo do Seminário Batista Logos, São Paulo, SP.

4 respostas para “Autenticidade – Uma chamada à reflexão pastoral”

  1. Joel Azer disse:

    A humildade é muito importante em nós seguidores de Cristo. Procurar ser como Cristo foi. Mas como e dificil ve-la até nos lideres espirituais. Sempre é um querendo ser maior do que o outro.

    • Wagner Amaral disse:

      Infelizmente, Joel, isto é reflexo da pecaminosidade existente que impulsiona o homem para si mesmo em detrimento do próximo. Mas, graças a Deus pela ação do Espírito por meio do Evangelho que pacientemente nos aperfeiçoa, impulsionando-nos à dinâmica do despojar e revestir.

  2. Pr. Joel Azer. disse:

    Bom dia pastor. Tbm? Te conheci alguns anos atrás qdo estava entrando nos batistas regulares. Chegamos a jogar bola numa Associação em Itapecerica da Serra. Vc se machucou r eu fui no meu wuarto buscar uma pomada que eu tinha propria para aonde se machucou. Depois daquele incidente vc passou a me cumprimentar. Espero que o pastor hoje esteja mais maduro pra tsmanhs responsabilidade de atuar dentro de um seminario. Que Deus te abençoe nessa nova missao na seara do Mestre. Seu art achei excelente. Sou filho na fé do mis. estaduniense Norman Antonio Niklas. Hoje já edtou aposentado tbm do ministério pastoral. Pela graça e misericórdia de Deus psstoreei por 48 anos. Sou muito amigo do Pr. Carlos do JApoio. Abço.

    • Wagner Amaral disse:

      Olá, irmão! Obrigado pelo encorajamento e pelo gel naquela época, rsrsrs. Que o Soberano continue a abençoá-lo e que nos dê oportunidade de nos rever. Ore por nós.

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