As mães durante a quarentena

Rômulo Ribeiro  »  março 2021

Elas sempre fizeram parte da mão de obra invisível da sociedade. Sem remuneração, sem contrato de trabalho e, principalmente, sem direitos adquiridos, essas mulheres são as maiores responsáveis pelo sucesso de uma nação, de uma família, de uma empresa, de uma escola e também de uma igreja. Elas são formadoras de opinião e de caráter e por detrás de todo homem bem-sucedido existe uma delas. Elas foram criadas por Deus para manter solidez e serenidade no mundo.

Infelizmente, elas não são valorizadas como precisam e merecem. Os maridos reclamam de seu envelhecimento e os filhos desobedecem-nas sem ajudar com as tarefas físicas. A violência doméstica, que já era alta, aumentou 25% durante a quarentena causada pela pandemia do coronavírus e as mães estão sendo as maiores vítimas do orgulho, do egoísmo e da maldade de maridos e filhos sem o afeto natural de Deus em suas vidas.

Enquanto as mulheres dedicam quase 20 horas semanais aos serviços domésticos, os homens dedicam apenas metade deste tempo, realizando as mesmas tarefas. A situação delas fica mais difícil quando consideramos as políticas de gênero que estão sendo adotadas nos últimos anos, favorecendo o movimento LGBT em detrimento ao papel das mulheres na sociedade. A volta às aulas não só favorece a saúde mental das crianças como também alivia as mães que cumpriram o papel de professoras, mas sem nenhum tipo de remuneração, nos últimos onze meses. O vírus mata, mas a quarentena matou e adoeceu muitas mulheres que não foram criadas para suportar as despesas de uma família, a hostilidade do marido e dos filhos e, muitos menos, a jornada de trabalho tanto dentro como fora de casa. Nem toda mulher é mãe, mas todas as mães são mulheres e, por isso, a sociedade precisa voltar os olhos para as necessidades das mulheres durante e após as quarentenas.

Apesar do momento difícil pelo qual a humanidade está atravessando, estaria sendo insuportavelmente pior sem o cuidado e o consolo de uma mãe. Mesmo com as aulas Online é a mãe quem está sendo a professora de seus filhos; com o acesso restrito ao sistema de saúde, ela está sendo a médica da família. Ela está sendo a conselheira e a mantenedora da paz. As mães estão ajudando a amenizar o medo, as dúvidas e as consequências que virão através de uma grande recessão econômica mundial.   

“Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva” (Provérbios 31.28).

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