As glórias da criação de Deus

Pércio Coutinho  »   junho 2022

Salmo 104 – Parte 2

18.Os corpos celestes são gloriosos e refletem a glória de Deus. A Palavra de Deus, inclusive, trata os anjos como estrelas. A lua sempre foi o marcador de tempo antes do calendário existir. Até hoje os índios marcam o seu tempo por luas. No mês há mudança da lua em quatro fases, portanto, quando alguém diz “uma lua” está dizendo um mês. Entre os índios Karajá o aspecto da lua indica uma semana, pois a lua muda a cada semana. O sol é o esplendor máximo da glória da criação, é o corpo celeste mais brilhante para nós. O sol sabe o horário de se levantar e de se esconder. Ninguém precisa ensinar o sol. O horário de verão é só virtual, pois ninguém pode afetar o sol. Quando ele estiver a pino estará no alto e no centro, você pode chamar isto de meio dia, onze horas, duas horas, não importa. O sol não obedece às regras humanas. O sol sabe até que às vezes ele mudará de posição (equinócio), passando pelo equador. Isto fará com que as horas do dia e da noite sejam as mesmas (v.19).

19.O giro da terra em torno de si mesma faz com que uma parte da terra fique escura. Os animais, os quais também são a glória da criação de Deus, ficam mais à vontade para saírem. Tudo obedece uma ordem (v.20).

20.Os leõezinhos marcam o seu tempo de ar livre pela ausência do sol e com a vinda deste voltam para os seus covis. Os corpos celestes têm uma influência muito notável na terra. Todos sabemos da influência da lua em suas fases no mar, por exemplo (v.21-22).

21.O próprio homem se guia pelo corpo celeste chamado sol. O seu trabalho está condicionado ao horário do sol. Cada vez que a agricultura perde o seu valor entre os homens essa regra vai deixando de ser respeitada, por isso, é que se encontram tantos trabalhadores que trabalham à noite (v.23).

22.O salmista se alegra com as obras de Deus. Tudo nos ensina. O céu, a terra, os animais, as plantas, o sol e a lua e, agora, o salmista falará do mar. Há riquezas de Deus neste mundo, basta observá-las (v.24).

23.O mar cobre 71% da superfície da terra e sua profundidade média é de 5000 metros. São inumeráveis as espécies que vivem debaixo do mar. O mar sempre foi um mistério para a ciência. O mar já tragou navios e milhares de pessoas. Um dia o mar vomitará os seus mortos para o juízo (v.25).

24.Os antigos chamavam grandes peixes de monstros marinhos. O leviatã provavelmente é um tipo de dragão que não existe mais em nossa época. Alguns sugerem que seja o crocodilo, mas não se encaixa na descrição, pois a referência desse salmo é o mar e não os rios (v.26).

25.O mar é riquíssimo em alimento, porém, tanto o peixinho, por menor que seja, quanto o assustador tubarão, precisam que Deus os alimente. Isto nos ensina que até o rico precisa do Senhor para o seu sustento (v.27-29).

Voltar ao pó da terra é uma linguagem simbólica que indica fim da vida, pois os seres marinhos não têm como voltar ao pó, pois vivem nas águas.

26.O versículo 30 não ensina que a criação está sendo refeita. Deus só criou uma vez e deixou que a natureza se reproduzisse, portanto, o Espírito de Deus que aguardava sobre as águas o momento da criação, criou uma única vez, mas a continuação disto está presente em cada novo ser que nasce, prosseguindo a geração das espécies. Os evolucionistas ensinam que novas espécies surgem da evolução, mas nós cremos numa única criação e na preservação das espécies através da reprodução (v.30).

27.Finalmente, a coroa da criação é o homem. Tudo é maravilhoso, mas o ser humano é a obra prima de Deus, por assim dizer. O homem deve louvar a Deus por sua maravilhosa criação, pois Deus não apenas criou, mas continua a cuidar de sua criação. Deus tocou o Sinai e ele fumegou. Deus fez os vulcões, os quais são montanhas fumegantes (v.31-32).

28.O homem é o único ser que pode observar toda a criação e louvar a Deus com inteligência. Os hinos devem falar da criação, pois a Bíblia nos ensina a cantar sobre a natureza que Deus criou. Cada hino exaltando a criação de Deus, é uma denúncia contra o Evolucionismo e o Ateísmo (v.33).

29.Deus se alegra quando meditamos em sua criação. Observar a natureza não é prática naturalista, panteísta e idólatra, mas pelo contrário, é exaltação à Pessoa de Deus. Quando olhamos a natureza, devemos exaltar a Deus e não a natureza simplesmente, pois ela não existe por si mesma (v.34).

30.Um dia Deus limpará essa criação que foi manchada pelo pecado. Os gemidos da natureza serão mudados para a harmonia da Nova Criação. Os pecadores serão eliminados da terra, mas os mansos herdarão a terra. O homem deve glorificar a Deus. Deus embelezou o mundo com a criação, mas Deus não está interessado em alcançar os animais e sim alcançar o coração do homem, o único ser da Sua gloriosa criação que tem vontade própria. Nenhum quadro existe independente de seu artista. Em cada espécie de animal e plantas, em cada brilho de um corpo celeste, nas águas do imenso mar e na inteligência do homem está a assinatura de Deus. Essas são as glórias da criação de Deus (v.35).

Não temos desculpa para não adorar a esse Deus maravilhoso. Os povos sem salvação também não têm, porém, a revelação completa está em Jesus e precisamos anunciá-Lo a eles.

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Pércio Coutinho Pereira.

Professor do Instituto Bíblico Peniel em Jacutinga MG

Pastor da Igreja Batista Bíblica em Jacutinga MG

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Podcast: O Bom Ministro e sua doutrina

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