Ame-se, ame-se muito, mas depois de Deus e do Próximo

Alessandro Monteiro  »   novembro 2021

Alessandro Monteiro

Como poderíamos viver de vez em quando como verdadeiros cidadãos do céu, mesmo estando na terra, ainda que por alguns segundos? Vivemos como se fôssemos daqui ou como se não fôssemos? O arco-íris, o arco da aliança, não está entre as sete maravilhas e muito menos, ajudar o próximo.

Vivemos para aproveitar o máximo daqui, mas só sobrevivemos pelas misericórdias do Criador, porque somos pálidos e ao mesmo tempo mais belos do que qualquer criação de sete cores. Há carros bonitos em qualquer cor, comidas caras de todo sabor e riqueza sempre insuficiente, independentemente do valor.

E os transparentes, há como também serem belos? Nos amamos muito e amamos pouco. O Próximo onde está? Estão aonde estamos indo, eles estão em qualquer lugar. Não merecemos o céu e parece que nem gostamos dele porque não queremos investir no que Ele é.

Olha como o mundo está! A nossa vida tem dias contados e aqui nenhum lugar é nosso lugar. Fomos salvos pela graça para correr para onde o Espírito Santo apontar. Pronto! A Eternidade acabou de começar, mas é abstrata, mesmo sabendo que um dia Jesus vai voltar.

Que venham as chuvas e os sopros do Espírito para que a eternidade plantada em nossos corações continue a crescer até o céu e continuar a brotar. Para que possamos estender a mão àqueles que em nossos caminhos Deus colocar, pois como alguém um dia disse: “Doar é a única maneira de guardar”.

Para que a volta de Jesus não seja apenas uma fuga porque não aguentamos mais lutar para não pecar. Veja aquele homem andando na rua sem parar, descalço, com sede e procurando no lixo algo para se alimentar, que tal ajudar? Posso sentar, mesmo estando interiormente sujo, à direita do Pai através de Cristo, mas perto de mim esse tipo de pessoa não sentará. E quanto a sua sede? Estamos cansados, porém muito cansados, não dá para parar. Mesmo cegos, olhemos então para o céu e vejamos: A aliança foi feita. Não haverá mais dilúvio, mas matamos a vontade do Espírito apenas por um copo. Quantos copos de água nos serão cobrados? Quando é o fim? Eis aqui todos os Próximos que você realmente amou. É Senhor, de fato, eu poderia ter mostrado exaustivamente, na prática, que o Céu é o perfeito lugar. Acabou.

Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Na verdade, todo homem anda numa vá aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará” (Salmos 39. 4-6).

Uma resposta para “Ame-se, ame-se muito, mas depois de Deus e do Próximo”

  1. Paulo Rodrigues de Arruda disse:

    Belíssimo e inspirativa texto. Parabéns Alessandro.

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