Afeganistão: o caminho para que as profecias se cumpram

Fabiano Almeida  »   Ponto de Vista | setembro 2021

O desenrolar da crise institucional no Afeganistão tem atraído novamente os olhos do mundo para o grande oriente médio e a crescente influência do fundamentalismo islâmico sobre aquela região, influindo nas relações diplomáticas e econômicas entre nações e inquietando pessoas em lugares a milhares de quilômetros dali, incluindo muitos salvos em Cristo, que se perguntam para onde esta crise está nos conduzindo. A Bíblia tem a resposta e faremos bem em atentarmos para ela.

É visível no atual cenário mundial a formação de uma coalizão de países com o objetivo comum de fazer frente a influência ocidental no mundo árabe. Sob a liderança da Rússia países como o Irã e a Turquia tem alinhado objetivos comuns, fortalecendo um sentimento de embate a influência militar e econômica dos EUA em suas proximidades. A Bíblia já previa este movimento de nações, anunciado pelo profeta Ezequiel no capítulo 38 de seu livro ao revelar que após a ascensão do anticristo uma coalizão de nações irá se opor a seu reinado atacando a nação de Israel, como prevê o profeta “Virás, pois, do teu lugar, do extremo norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande ajuntamento, e exército poderoso” (Ezequiel 38.15). O líder desta coalizão é identificado no verso 2 “Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele” (Ezequiel 38.2). A interpretação fundamentalista a tempos tem identificado este líder e esta nação com o povo que habita o território russo, descendentes de Magogue, filho de Jafé. O profeta Ezequiel nos diz que a Gogue, líder da nação russa, se unirão outros povos assim identificados “Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo” (Ezequiel 38.5,6). Mesmo com o distanciamento histórico entre os escritos de Ezequiel e o nosso tempo é possível identificar com segurança quem são estas nações que se aliarão a Rússia, iniciando pelo Irã, identificado no texto como Pérsia. O povo de Cuxe, descrito como etíopes, e o povo de Pute são identificados historicamente como nações que habitavam ao leste de Babilônia, onde hoje se encontram o território do Afeganistão e do Paquistão. Quanto a Gômer, há textos históricos que o ligam as nações germânicas, o que não nos surpreende, uma vez que a Alemanha está entre os países que mais rapidamente tem assimilado a imigração de árabes e muçulmanos. Togarma tem sido historicamente identificada com o atual território turco, estendendo-se as antigas repúblicas soviéticas ao sul da Rússia.

É justo que nos perguntemos o que une todos estes aliados a fim de atacarem a nação de Israel no princípio do período tribulacional. A resposta é que uma junção de fatores os encorajará neste intento, começando pela aparente segurança gerada entre os judeus pelo acordo de paz que o anticristo estabelecerá, assim descrito por Ezequiel “Subirei contra a terra das aldeias não muradas; virei contra os que estão em repouso, que habitam seguros; todos eles habitam sem muro, e não têm ferrolhos nem portas” (Ezequiel 38.11). A fragilidade da defesa de Israel se somará a ganância de seus inimigos pela sua abundante riqueza, revelada no verso 12 “A fim de tomar o despojo, e para arrebatar a presa, e tornar a tua mão contra as terras desertas que agora se acham habitadas, e contra o povo que se congregou dentre as nações, o qual adquiriu gado e bens, e habita no meio da terra” (Ezequiel 38.12). Além do oportunismo e ganância, algumas destas nações confederadas sempre nutriram um comum ódio pela nação de Israel, de forma que o fundamentalismo islâmico tem fermentado ainda mais este ódio e servido de elo de ligação entre estas nações que deixarão de lado suas tradicionais diferenças a fim de contemplarem a destruição de seu adversário comum, acreditando cegamente que o momento tão aguardado por eles finalmente chegou.

O que tais nações jamais levaram em conta é que nenhuma outra nação deste mundo além da nação de Israel pode contar com um Deus que luta suas batalhas, de forma que Ezequiel nos revela “Sucederá, porém, naquele dia, no dia em que vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, que a minha indignação subirá à minha face” (Ezequiel 38.18). Quando esta coalizão de nações estiver sobre as montanhas, prontas a engolir Israel, o Senhor usará das poderosas forças criadas e controladas por Ele a fim de esmagar aqueles que desejam a destruição de seu povo “Porque disse no meu zelo, no fogo do meu furor, que, certamente, naquele dia haverá grande tremor sobre a terra de Israel…Porque chamarei contra ele a espada sobre todos os meus montes, diz o Senhor Deus; a espada de cada um se voltará contra seu irmão… E contenderei com ele por meio da peste e do sangue; e uma chuva inundante, e grandes pedras de saraiva, fogo, e enxofre farei chover sobre ele, e sobre as suas tropas, e sobre os muitos povos que estiverem com ele” (Ezequiel 38.19,21,22). Tão grande será esta destruição que no capítulo 39 o profeta Ezequiel nos diz algo incrível “E a casa de Israel os enterrará durante sete meses, para purificar a terra” (Ezequiel 39.12).

O resultado destes fatos é que ao contemplar um tão grande livramento realizado unicamente pelo Senhor a nação de Israel terá seus olhos abertos a fim de que seja conduzida novamente a obediência ao Senhor, como nos revela Ezequiel “E farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo Israel, e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e os gentios saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel” (Ezequiel 39.7). Uma dura consequência também se abaterá sobre as nações que deram lugar ao ódio, uma vez que esta grande derrota marcará o fim de seu poder e revelará de forma inequívoca a fragilidade e falsidade de sua crença. Não pensemos, pois, que então tais nações se voltarão ao verdadeiro Deus, o que delas permanecer se voltarão ao anticristo e obedecerão às suas ordens, selando assim seu trágico destino.

Aos filhos de Deus cabe entender para onde seus olhos devem apontar durante mais esta crise no oriente médio. A bússola de Deus tem como centro a nação de Israel e não as nações árabes, portanto, fixe seus olhos em Israel e naquilo que Deus tem feito por meio de seu povo escolhido, isto irá fortalecer sua fé. Interceda pelas nações árabes, pois também eles são alvo da pregação do evangelho, e, mesmo que a dureza de seus corações os conduza ao fim que Deus determinou, muitos deles ainda podem ser resgatados pelo precioso sangue de Jesus. Acima de tudo, entenda que nosso Deus possui o absoluto controle sobre todas as coisas e que poder algum poderá modificar seus planos, tranquilizando seu coração. A Ele toda honra e glória!

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