A integração dos jovens

Rômulo Ribeiro  »   Ponto de Vista | junho 2022

Há cerca de seis anos, o Pastor Wagner de Barros, da II Igreja Batista Independente de Ribeirão Preto, observou a necessidade de um intercâmbio entre jovens de mesma fé no nordeste do estado de São Paulo. Ele incentivou que as igrejas da região recebessem este encontro, que seria mensal, através de um culto direcionado à mocidade, mas para promover novas e velhas amizades. Em geral, a igreja anfitriã convida o preletor do evento e fornece um lanche delicioso após o culto. Essa ideia foi providência divina em um momento muito difícil para os nossos adolescentes e jovens. 

As igrejas locais são incapazes de produzir número suficiente de jovens para o ministério, para as amizades e para os casamentos, mas quando elas se unem, em encontros mensais e acampamentos, as probabilidades aumentam entre os jovens que estão procurando por novas oportunidades e até mesmo por sua alma gêmea. Não é incomum ser chamado para o ministério através desses intercâmbios e edificado quanto à vida cristã ao lado de pessoas que pensam do mesmo modo.

Ainda há resistência quanto a esta ideia de união entre os jovens de diferentes locais, pois as igrejas, apesar de possuírem a mesma declaração de fé, não praticam necessariamente o mesmo estilo de liturgia em seus cultos. Mas mesmo as diferenças, entre usos e costumes das igrejas coirmãs, podem ser usadas para ensinar amadurecimento para os jovens. Eles precisam saber porque somos diferentes e que, apesar de nossas convicções, precisamos respeitar o protocolo de outros pastores. Proteger os nossos jovens de boas igrejas não vale a pena e pode abrir o caminho para que eles encontrem falsas amizades no mundo.

O Pastor Wagner costuma dizer que “O que nos une é mais forte do que o que nos separa” e ele tem razão no que diz respeito às igrejas Batistas Independentes da região ribeirão-pretana. Além dos pastores, que se reúnem frequentemente entre si, os nossos jovens também têm necessidade de comunhão com outros amigos para a troca de ideias e conhecimento. Com o avanço do movimento LGBT, expor os nossos jovens às boas influências é necessário. Uma das vantagens da Integração de Jovens é que se trata de um encontro devidamente controlado para que seja apenas uma bênção e não uma maldição. Para continuar sendo usado por Deus, a Integração de Jovens precisa contar com pregações objetivas e práticas, alternância entre as igrejas, recepção de qualidade e tempo hábil para a comunhão entre os participantes, pois a grande maioria deles precisa viajar algumas horas de volta para a sua cidade. Os jovens são muito exigentes quanto à qualidade da pregação, da alimentação e, principalmente, do tempo para fazer novas amizades. Com certeza, este ministério é vital para a saúde da nossa mocidade.

Uma resposta para “A integração dos jovens”

  1. Agenor Santos de Oliveira disse:

    Gostei imensamente deste comentário. Fez-me lembrar dos anos 70, quando a mocidade daquela época fazia intercâmbios com muitos jovens das igrejas adjacentes da zona leste em SP
    Excelente reflexão.

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