A igreja precisa ser sempre a comunidade dos transformados!

Barbosa Neto  »  outubro 2020

Estou novamente aqui assentado de frente a esta máquina maravilhosa, pelas madrugas, depois de orar de joelhos, que se chama computador, na profunda minha ciente e consciente solidão da minha insignificância, a me fazer perguntas, questionamentos, buscando respostas para cada uma delas…

Consciência tenho, que nem sempre as minhas palavras agradam a todos. Nem Jesus agradou a todos! Não posso ser uma exceção! Mas, me aventuro a pensar.

John Stott pontificou em um dos seus notáveis livros que “Crer é também pensar”. Então não dói pensar…

Penso que a Igreja transformadora é a que não perde sua identidade, porque é – ou pelo menos deveria ser – a comunidade de Deus.
Uma pergunta costuma ser feita insistentemente por aqueles que buscam o ideal da igreja: qual a razão da existência da Igreja? Qual?
Geralmente, diz-se que a Igreja foi criada para a glória de Deus (Efésios 3.10; I Pedro 2.9), mas ela existe também para produzir e manter a fraternidade entre os cristãos, dar testemunho ao mundo do nome de Cristo e para maior extensão dos princípios cristãos evangélicos.

E, desta forma, a Igreja satisfez o instinto social, provendo, ao mesmo tempo, meios para estabelecer o Cristianismo no mundo. E nisso está o grande valor da Igreja do Senhor: ao passo que cada crente é salvo pela sua união com Cristo, é, também, santificado, não isoladamente, mas em associação com os outros.

O país, a cidade, o lar, a escola, o bairro, a periferia paupérrima são ilustrações da vida social que têm, religiosamente, a sua expressão na Igreja.

É véspera das comemorações do Nascimento de Jesus – o Natal. É o momento quando os crentes colocam a sua melhor roupa e se reúnem em família – ou pelo menos deveriam fazer isso – para se confraternizarem. É o momento daquele abraço, daquele beijo, daquele momento em família!

Bem sabemos que o nascimento de Jesus não ocorreu historicamente no dia 25 de dezembro, mas que nos importa isso, porque o mais importante é o que a Bíblia Sagrada nos informa que Ele nasceu!

Isso sim, é importante! É momento de festa, de regozijo, porque nos nasceu o Salvador! Estamos cada um de nós, dando lugar nas nossas vidas para o Salvador, para o aniversariante? Será que estamos nos lembrando daqueles que nada tem par comemorar? Será que aprendemos a repartir? Deus nos deu o Seu melhor – JESUS!

Ou estamos pensando apenas na roupa nova a ser exibida, nas comidas a ser degustadas, nos abraços a serem dados e recebidos? Qual será a nossa postura diante do Natal como crentes que somos? Não posso responder por cada um de vocês, mas sei que cada um tem a oportunidade de responder a si mesmo diante de Deus!…

A Igreja é a comunidade de Deus, não nos esqueçamos disso! Essa é a sua essência! Uma das maiores tragédias da atualidade é a grande quantidade de igrejas que está aderindo à configuração de império.

Você se sente ‘escandalizado’ com isso e por isso? Quando isso acontece, estamos prostrados no monte da Tentação (Mateus 4; Lucas 4). Quando aprendemos que a Igreja é de Deus, estamos livres da tentação do controle. Precisamos urgentemente resgatar a consciência de que somos uma Igreja com muito mais caráter do que carisma.

Ou pelos menos assim deveríamos ser!… Muito mais simplicidade do que glamour. Muito mais missão do que a costumeira omissão! Isto é muito sério!

A igreja precisa batalhar pela purificação de suas essências, pela originalidade de sua identidade e pela verdade de sua fé.

Precisamos buscar o retorno à valorização do que somos em detrimento do que possuímos. Precisamos ser uma igreja que se interesse pela salvação das almas perdidas, que caminham recreativa para o inferno diante de nossos olhos, e não de suas carteiras de dinheiro…

Há muitos pregoeiros ‘ungidos’ que hoje arregalam os seus olhos para a possibilidade do avanço e alcance de suas mãos ao dinheiro das suas possíveis ‘ovelhas’…

Precisamos de uma Igreja com sede de amor, não de reembolso para o nosso bolso, mas que insista na glória de Deus! Que faça e que proclame uma teologia em chamas!

Uma Igreja cujo poder vem do alto, vem do amor, e não da fúria e da ganância, e nem da força. Lucas 9. 51-56 é o retrato perfeito da igreja que usa o poder para destruir com os pés aquilo que construiu com as mãos!… Deus procura uma igreja poderosa o suficiente para amar a quem Ele ama! A comunidade ou a Igreja local tem que ter a identidade do amor, precisa ser a comunidade dos transformados, porque do contrário deixa de ser igreja, deixa de ser “a minha Igreja”, como disse Jesus! (Mateus 16.18).

Uma resposta para “A igreja precisa ser sempre a comunidade dos transformados!”

  1. teresa cristina P. S. souza disse:

    Importante reflexão sobre as festas de final de ano.

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