2021 início da década final?

Carlos Moraes  »  janeiro 2021

Início de ano é tempo de fazer planos otimistas e projetar sonhos acalentados. Eu mesmo, ainda que relutante, fiz um planejamento para 2021. Tenho um roteiro planejado no papel, principalmente porque eu e minha esposa, depois de 45 anos de casados, tendo criado três filhas, vamos iniciar aquele período no qual enfrentaremos a “síndrome do ninho vazio”, com o casamento da terceira filha dia 23 de janeiro.

Tenho resoluções que envolvem atividades na vida espiritual e ministerial, na vida a dois, no uso do tempo, na saúde e alimentação e no orçamento. Mesmo levando a sério todo o planejamento e as resoluções, tenho reservas quanto à execução devido aos rumos que o mundo deverá tomar a partir desta terceira década do terceiro milênio.

Pretendo trabalhar intensamente para obedecer ao ensino paulino de Filipenses 4.6 para evitar a ansiedade, mas confesso que diante do que se projeta para o futuro próximo, frente às perspectivas políticas, econômicas e sociais, é difícil evitar a inquietação. É inevitável deixar de ver que o mundo de direitos e de liberdade individual que conhecemos está em contagem regressiva para o fim.

Em outubro de 2020, o Fórum Econômico Mundial (WEF) publicou o Livro Branco, um documento com apenas 31 páginas apresentando uma agenda sobre o futuro do trabalho e das relações interpessoais. Esse Livro Branco é uma espécie de rascunho para o que se denomina tecnicamente de reinicialização. Aproveitando as condições criadas pela pandemia da Covid-19, como um balão de ensaio, estão medindo as reações das pessoas frente às mudanças que pretendem implementar, com o maior golpe totalitário da história humana. Já escrevi sobre esse tema outras vezes e até sugeri que as pretensões da WEF fazem a ficção “1984” de George Orwell parecer brincadeira infantil.

Para eles, a implementação do projeto inicia em 2021 com previsão de se concretizar até 2030 e, os principais pontos a serem estabelecidos estão bem definidos: Levar 84% dos trabalhos para a forma isolada remotamente sem relacionamento pessoal; Reuniões apenas por vídeo conferências reduzindo drasticamente o contato humano; Controle através da Inteligência Artificial (IA); Aceleração das transformações organizacionais para que as configurações atuais se tornem obsoletas abrindo espaço para novas formas de estruturas que possibilitem o máximo controle sobre todas as atividades (Exemplo: igrejas e associações diversas); Estabelecimento de salários básicos que permitam apenas a sobrevivência das pessoas, tornando todos dependentes economicamente do sistema devido ao trabalho de robôs; Manter uma minoria de, no máximo 4% de pessoas no controle da sociedade.

Nesse processo denominado de A Grande Reinicialização, está previsto um sistema de crédito, pelo qual toda dívida pessoal será perdoada e cada cidadão entregará os seus ativos pessoais a um órgão administrativo central para redistribuir a todos e ninguém será dono de nada, com a promessa de ter todas as suas necessidades supridas. Se isso soa para você como ficção ou “teoria da conspiração”, saiba que se trata de um “relatório oficial” do WEF e está ligado à Agência de Projetos de Pesquisa Avançada em Defesa (DARPA), que faz parte do Pentágono, nos EUA.

O mundo está maduro para que as relações sociais e humanas sejam controladas, pois o povo foi lançado na ignorância e não consegue mais ter coesão para reagir. As pessoas e as nações foram jogadas umas contra as outras facilitando o controle que está sendo estabelecido pela reinicialização para um “novo normal”.

Sem querer fulanizar, pois sabemos que a maioria das pessoas em evidência não passa de testas de ferro do sistema, poderíamos enumerar organizações que atuam para que este plano se concretize, mas, de fato, mesmo em relação às organizações, não há muito que se possa fazer, pois desde o início da década de 1990, algumas das figuras que cooperam para o estabelecimento desse projeto já não vivem mais no anonimato.

As perguntas que ficam no ar são muitas: Quem vai impor essas novas regras para que este plano seja estabelecido? Como serão reprimidos os possíveis distúrbios de rebeldes que optarão pela desobediência civil? Qual será o papel da mídia no processo de desinformação e como convencerão as pessoas?

Para os que, como eu, se colocam entre os cristãos dispensacionalista e pré-tribulacionistas, que olham para esses fatos, e sabe que são o cumprimento do que está profetizado sobre o “mistério da injustiça”, conforme relatado pelo apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2.7-12, ficam tranquilos, pois o mesmo apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 15.51-53 afirma que, antes desse controle total, os salvos serão retirados deste mundo: “Eis que eu vos declaro um mistério: nem todos adormeceremos, mas certamente, todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Porquanto a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Pois é impreterível que este corpo que perece se revista de incorruptibilidade, e o que é mortal, se revista de imortalidade”. MARANATA!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *